Investigação Ambiental

Investigação Ambiental Confirmatória (IAC): como confirmar (ou descartar) contaminação

Locação de pontos, malha amostral, parâmetros analíticos e critérios da CONAMA 420 para decidir se a área segue para investigação detalhada.

A Investigação Ambiental Confirmatória (IAC) é a segunda etapa do processo de gerenciamento de áreas contaminadas: usa amostragens de solo, água subterrânea e — quando aplicável — soil vapor para confirmar ou descartar a presença de contaminação nas Áreas com Potencial (AP) identificadas na Investigação Preliminar. É a etapa em que o dado analítico entra em cena.

Base normativa e função

A IAC é regida pela CONAMA 420/2009 e detalhada pela ABNT NBR 15.515-2. Sua função é responder objetivamente: as concentrações medidas superam os Valores de Investigação (VI) estabelecidos pela CONAMA 420 ou os valores de referência do órgão estadual? Se sim, a área é classificada como Área Contaminada sob Investigação (AI) e avança para a etapa detalhada. Se não, o processo pode ser encerrado com relatório conclusivo.

Locação técnica dos pontos amostrais

A locação NÃO é malha rígida — é orientada pelo modelo conceitual da IAP. Cada AP recebe pontos suficientes para caracterizar a fonte suspeita, considerando o fluxo subterrâneo (para poços) e a extensão superficial da atividade (para solo). Uma malha genérica encarece o projeto sem aumentar a representatividade. A norma exige justificativa técnica escrita para cada ponto locado — sem justificativa, o órgão devolve.

Meios amostrados

A escolha dos meios depende da AP e das substâncias-alvo:

  • Solo: sondagens diretas (trado, SPT, Geoprobe) com coleta em profundidades definidas — geralmente superfície, meio de perfil e franja capilar.
  • Água subterrânea: instalação e desenvolvimento de poços conforme ABNT NBR 15.495, amostragem por baixa vazão (low-flow) e medição de parâmetros físico-químicos em campo.
  • Soil vapor (gases do solo): poços de monitoramento de gases conforme NBR 15.495-2, indispensável para VOCs (BTEX, solventes clorados).
  • Sedimento e água superficial: quando há corpo hídrico receptor no entorno da AP.

Parâmetros analíticos

Os parâmetros são definidos pela atividade histórica de cada AP — não por 'pacote padrão'. Postos: BTEX, PAH, TPH. Indústria química: VOCs, SVOCs, metais. Galvânica: cromo total e VI, níquel, cianetos. Antigas áreas agrícolas: organoclorados, organofosforados, cobre. Os laboratórios devem ser acreditados INMETRO (ISO/IEC 17025) para os métodos aplicados — laudo de laboratório sem acreditação é rejeitado pelo órgão.

Interpretação dos resultados

Os valores analíticos são comparados aos VRQ (referência de qualidade), VP (prevenção) e VI (investigação) da CONAMA 420, ajustados por valores locais quando o estado tem tabela própria (SP, MG, RS). Concentrações acima do VI classificam a AP como AI e disparam a Investigação Detalhada. Concentrações entre VP e VI podem exigir monitoramento; abaixo do VP, encerramento sob condições.

Produtos, prazo e custo

O relatório de IAC contém: memorial de campo, plantas com locação dos pontos, resultados analíticos com discussão frente aos valores orientadores, modelo conceitual atualizado, recomendação técnica e ART. Prazo típico: 4 a 8 semanas, considerando 3 a 4 semanas de laboratório. Custos variam com número de pontos, meios amostrados e complexidade analítica — de dezenas a centenas de milhares de reais. A Carbon Sul executa IAC em todo o Brasil com equipe própria de sondagem e poços.

Carbon Sul

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